João Mafra
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. - Drummond
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O POETA E AS MÃOS DO POETA
Em momentos importantes de nossas vidas quando uma perda parece iminente, sentimos a força divina que nos impulsiona a continuar. Agarramo-nos à fé de que tudo possa mudar. Mesmo que não possa.


O POETA E AS MÃOS DO POETA

Selecionado para publicação no livro Antologia Novos Poetas da Editora Casa do Novo Autor.
Selecionado na II Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita.



As mãos do poeta dobradas no ventre da mãe.
As mãos do poeta repousadas no seio da mãe.

As mãos do poeta estão descobrindo o mundo,

deslizando no chão
com a bolinha de vidro na mão.
As mãos do poeta procurando,
estão assanhadas...
com tantos dedos,
segurando a cabeça, com tantos medos.

As mãos do poeta estão escrevendo,
confessando a alma no papel,
guiando a tinta por caminhos tortos,
pensamentos lindos, pensamentos feios,
palavras ao acaso e outras palavras medidas...
o som das palavras!

As mãos do poeta estão tocando,
estão copiando, estão criando,
sons alegres, vivos,
as mãos do poeta tocaram...
tocaram...
tocaram fundo nos corações diversos.

As mãos do poeta estão amando,
deslizando no corpo da amante,
no rosto das crianças, dos filhos, do paimãe.

As mãos do poeta estão na madeira,
cortando a madeira.
Trazendo de dentro da mente a forma da madeira.
A forma. As mãos do Poeta. A madeira.
Na alma da madeira que as mãos do poeta criaram.
João Mafra
Enviado por João Mafra em 24/03/2014
Alterado em 03/03/2016
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